quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

55 ANOS DE LUTAS, ESPERANÇA E VITÓRIA

A Casa da Criança Paralitica de Campinas foi fundada pelo médico, Dr. Ernani Fonseca, no dia 17 de Janeiro de 1954, com o objetivo da instalação de uma clinica de recuperação de vitimas de Paralisia Infantil, primeiramente instalada na Rua Luzitana.
No inicio da década de 70, foi inaugurada sua nova sede na Rua Pedro Domingos Vitalli n° 160-Parque Itália, onde se localiza até os dias de hoje.
Desde a sua fundação, a Casa da Criança Paralitica de Campinas cumpre sua missão de integrar e reintegrar, no meio social, pessoas com deficiência.
Com o fim da poliomielite, mudou-se a origem dos problemas de saúde enfrentados pela instituição. Atualmente tratamos de mielomeningole, lesão cerebral precoce (paralisia cerebral), traumas, acidentes, etc. Sob a orientação de um diretor clínico, presta serviços médicos de fisiatria, neurologia, ortopedia (ortopedia clínica e cirúrgica), odontologia (ortodontia e clínica geral), serviço social, psicologia, fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, pedagogia e informática. A prestação de serviços ao seu público alvo é totalmente gratuita.
No ano de 2008, foram atendidas 209 crianças, que demandaram em torno de 23.000 atendimentos.
Neste ano de 2009, a Casa da Criança Paralitica de Campinas está completando 55 anos e para comemorar, a equipe do jornal entrevistou algumas pessoas, que de certa forma, participam dessa historia.
Umas delas é o atual PRESIDENTE, Valdir José de Oliveira Filho (empresário e professor universitário), atuando neste cargo há dois anos, ele conta que conheceu a instituição através da empresa que ele trabalhava (CPQD), que fazia uma pesquisa sobre as ONGs de Campinas. Na ocasião, foi responsável em pesquisar sobre a Casa da Criança e recebeu o convite do gerente administrativo, Antonio Pedro Rodrigues, para fazer parte da diretoria. Aceitou pensando em contribuir com a instituição que estava passando por dificuldades. Hoje ele compreende que recebe muito mais da Casa que doa.
Entrevistamos também Gisele Viana Alves Rocha Capobianco,
que é VOLUNTÁRIA na Casa da Criança Paralítica há 6 anos exercendo a função de Dentista. Conheceu a instituição em uma festa junina, onde trabalhou em uma barraca organizada pelo SENAI, local onde trabalha seu marido.
Relata que gosta muito de estar aqui, pois é um lugar onde ela se doa e ainda recebe muita gratidão e amor do próximo.
Outra entrevista realizada foi com a PROFISSIONAL Silvia Regina Nunes Felippe Bertazzolli, que trabalha há doze anos na Casa da Criança Paralítica e também é professora no curso de pós-graduação em educação especial de uma faculdade em Valinhos. Ela afirma que adora trabalhar aqui, pois a instituição é o lugar onde pode atuar como fisioterapeuta, fazendo o que gosta, aprendendo e adquirindo conhecimento de várias patologias, além de ajudar muitas pessoas como as famílias e as crianças.
Uma opinião fundamental é dos USUÁRIOS desta instituição, afinal ela foi criada para eles. Entrevistamos o adolescente, Daniel Secco Nunes, 14 anos, que apresenta mielomeningocele e por essa razão faz tratamento aqui há 9 anos. Atualmente, faz tratamento nos setores de fisioterapia, informática, psicopedagogia, terapia ocupacional, psicologia e participa do projeto Jornal. Ele nos conta que o atendimento é ótimo, porque desenvolveu-se muito durante seu tratamento, fazendo coisas novas a cada semana e conhecendo pessoas novas. Gosta muito de vir na instituição porque os profissionais que aqui trabalham recebem muito bem as crianças.
Além disso, ele afirma que a Casa da Criança Paralítica é como se fosse a casa dele e que aqui aprende muitas coisas sobre o mundo lá fora que nunca tinha percebido antes.
Por fim, entrevistamos a MÃE de um usuário, Iolanda Secco Nunes, que conheceu a Casa da Criança Paralítica através de uma assistente social da APAE. Ela conta que, desde que chegou aqui, seu filho tem evoluído muito, psicologicamente e fisicamente, com o ótimo atendimento dado a ele. Disse também que os funcionários são capacitados para trabalhar com as crianças.
Também conta que gosta de vir na instituição porque aqui é como se fosse sua segunda casa. Enquanto seu filho é atendido pelas profissionais, se distrai fazendo artesanato com as outras mães, o que diz ser muito bom para sua mente.
Concluindo, nós do Projeto JORNAL acreditamos que estes 55 anos foram marcados com muita paz, alegria e dificuldades vencidas.
Parabéns!

Equipe do Jornal – turma manhã

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